25 março 2018

Resenha: A estrangeira - Chirlei Wanderkoken

Olá amantes de romance de época.
Hoje é dia de resenha de romance histórico, nacional aqui no blog. Estou um pouco atrasada com essa resenha, mas antes tarde do que nunca, não é mesmo?
Continue lendo!

Autor: Chirlei Wandekoken
Páginas: 386
Ano: 2017
Editora: Pedrazul
Gênero: Romance histórico/ de época
Onde Comprar: Amazon Pedrazul
Nota: 5/5
Sinopse
No século XIX, o conde de Northumberland, conhecido por lorde Hotspur, um dos descendentes de Sir Percy, um cavalheiro medieval envolvido na Batalha de Otterbourne, travava uma luta bem menos sangrenta. Obrigado por honra a se casar com uma prima por quem ele não nutria nenhuma simpatia, ele se depara com uma misteriosa recém-chegada às imediações de Alnwick Castle. A misteriosa estrangeira, vestida à moda de vinte anos atrás, mexe com a imaginação de todo o condado e, principalmente, com a vida do conde. Pouco se sabe sobre a moça, apenas que é metade inglesa e metade prussiana. Com apenas alguns shillings e um cão, que apareceu sem ser convidado, a vida de Eliza se cruza com a do conde Hotspur, o cavalheiro que herdara de seu antepassado, além do apelido, o ímpeto e a beleza. Entretanto, fala-se no condado que o clã Northumberland, além de ter a estranha tradição de se casar com primos, no passado casava-se com seus próprios irmãos. O encontro entre o conde Hotspur e a pobre dama vai desenterrar antigas contendas, ela querendo se esconder e ele desvendar o passado.
Inspirado na Batalha real de Otterbourne, A Estrangeira narra duas histórias ao mesmo tempo. Embora intercaladas por 442 anos, a primeira influenciará a segunda: o amor proibido de Sir Percy Hotspur por Miss Evans, e o envolvimento do conde Hotspur, com Eliza. Ambas cheias de mistério, mas desconcertantemente belas.
❤❤❤❤❤


Esse livro me surpreendeu bastante, pois achei que fosse seguir o estilo dos clássicos como os livros da Jane Auten. Acredito que a capa mais clássica tenha me passado essa impressão. Entretanto, acabei me deparando com um livro bem sensual como os romances de época que costumamos ler.
Inicialmente a história pode parecer um pouco confusa, pois os primeiros capítulos mesclam acontecimentos do passado, narrando histórias dos antigos condes de Northumberland, com a do atual, Lord Edward Hotspur, o protagonista masculino dessa história. Mas passadas as primeiras paginas fui me ambientando na história e entendendo o que estava acontecendo.
“Nas manhãs, gostava de ficar sentada com um livro nas mãos, ao lado do fogão, para aproveitar o calor, enquanto fazia seu simples desjejum, geralmente uma xícara de chá, hábito que herdara da mãe inglesa.”
Nesse romance nós somos apresentados a Eliza uma Prussiana, ou seja, a estrangeira, uma mulher misteriosa que chegou à Inglaterra praticamente só com a roupa do corpo. Ela veio em busca de abrigo na casa de seu tio em Alnwick Castle, propriedade do Conde de Northumberland, mais conhecido como Lord Hotspur.
Porém, ao chegar à Alnwick Castle ela descobre que o tio havia morrido e novamente ela estava sozinha no mundo. Em meio ao desespero de não saber o que fazer e para onde ir seus caminhos acabam se cruzando com os de Lord Hotsour.
 Como é de se esperar ambos acabam tendo uma forte conexão. Claro que existe aquela coisa da antipatia à primeira vista que é bem comum entre os protagonistas de romances de época. Eliza o acha arrogante e se recusa a ceder ao charme do Conde.
Edward era um notório libertino fazendo jus ao seu apelido “Hotspur o fogoso”, mas seus dias de libertinagem estavam contados, pois em breve teria que selar seu compromisso com a prima Lady Harriet Neville, prometida para ele desde criança. A família Northumberland tinha essa tradição de casar primos com primas, mesmo a contragosto Edward não poderia quebrar essa tradição.
A chegada de Eliza na vida do Conde acaba fazendo com que ele deseje ainda menos se unir em um matrimônio arranjado com a prima.
Paralela à história de amor de Edward e Elisa, o livro também traz a história de amor de outro casal, que aconteceu há vários séculos. Desse modo o livro vai alternar as narrativas dos dois romances, sendo que um capitulo é destinado ao romance de Edward e a estrangeira e o outro aos antepassados dos Northumberland.
A principio não percebemos o que tem em comum entre as duas histórias, além do fato de estar ligada ao antepassado dos Northumberland, mas depois de algum tempo de leitura, algumas coisas começam a fazer sentido e então percebemos que estão intimamente ligadas. Que a história dos antepassados de Edward está ali para dar sentido à história mais atual.
Pode parecer confusa essa minha explicação, mas não se preocupe, só lendo o livro para entender.
Essa trama vai muito além do romance, pois está narrando à história de uma família muito antiga e da rivalidade secular com outra família igualmente importante, Os Douglas. E como a rixa que começou séculos antes vai interferir em várias gerações de Northumberlands e Douglas.
Existe meio que uma maldição entre essas duas famílias, pois praticamente todas as gerações um Northumberland se apaixona por um membro da família Douglas, sem saber de que famílias são. Vivem um amor sublime, mas são obrigados a se separarem por causa dessa rivalidade secular.
Torno a dizer que logo de inicio é impossível compreender as relações ente esses antepassados com o casal protagonista atual, mas do meio para o fim da história tudo vai fazem muito sentido.
A estrangeira foge um pouco do típico modelo de romance de época que estamos acostumadas a ler, pois acaba se enquadrando mais no perfil de romance histórico. No entanto, tem o poder de agradar tanto quem gosta de romance de época bem sensual e romântico, assim como quem aprecia um bom romance histórico, repleto de conteúdo, tramas, disputas e dados históricos. Por isso eu o considero um romance completo e muito bem escrito, fugindo da superficialidade da maioria das obras desse gênero.
A escrita da Chirlei é muito envolvente, ela consegue criar um plano de fundo muito interessante para ambientar esse livro, descreve as cenas com tamanha perfeição que diversas vezes me senti dentro do livro, sofrendo e amando junto com as personagens.
Esse é um romance que vale muito a pena ler, se tornou dos meus livros favoritos de 2017.
Eu ainda quero muito fazer ma releitura para captar os detalhes que passaram despercebidos para mim ao longo da trama.
Esse é o primeiro livro de uma série, na realidade um quarteto, todas as histórias estão interlidadas a essa, mas são livros mais curtinhos com menos de 150 paginas cada.  
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2 comentários:

  1. Que massa, Mary! Gostei muito da proposta do livro e como comentei na imagem do ig, achava que seria algo mais inspirado nos clássicos por causa da capa.
    Amei a resenha! espero ter a oportunidade de ler esses livros em breve.
    bjs

    asemfim.blogspot.com

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    Respostas
    1. Vale muito a pena Ler Ruth, acho que a escolha da capa clássica afugentou um pouco os leitores que não gostam muito de clássicos. Mas é um romance bem profundo, bem descritivo e cheio de reviravoltas que deixa a gente de queixo caído.

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