25 abril 2018

Resenha Nacional: A cortesã do rei - Jéssica Macedo

Autor: Jéssica Macedo
Páginas: 273
Ano: 2017
Editora: Editora Portal
Gênero: Romance de época
Onde Comprar: Amazon / Portal 
Nota: 5/5 ❤
Cortesia da editora
Sinopse 
Um perigoso jogo de sedução vai leva-los muito além do desejo…
Na Dinamarca do século XVI, Catherine viu uma noite sombria como uma oportunidade. Sua beleza estonteante não passou despercebida aos olhos do rei. Em troca de noites quentes nos braços de uma boa amante, Frederick de Oldemburgo oferecerá a ela todo o conforto que o mais alto título é capaz de prover. Catherine havia aceitado seu destino como nada mais do que uma cortesã do rei, até que um lorde há muito afastado da corte, tomará suas visões e o seu caminho. Disposto a seduzi-la como apenas mais um de seus troféus, Peder Oxe acabará se vendo em uma arriscada paixão que pode custar a vida deles ou o trono de um rei…
Hoje é dia de resenha nacional, um romance escrito por uma autora brasileira, com aquele clima de romance de época que a gente ama e um toque de magia que dá um charme todo especial a essa história.
A cortesã do Rei, escrito por Jéssica Macedo e publicado pela Editora Portal em 2017, vai nos contar a história de Catherine, a cortesã do rei. Um romance cheio de paixões, aventuras, traições e mistérios.
A história é ambientada na Dinamarca do século XVI, fugindo um pouco do cenário que estamos acostumadas a encontrar nos romances de época mais populares. Aliás, esse foi um dos motivos de eu ter separado esse livro para ler nesse mês de Abril, para cumprir o desafio #RomancedeÉpoca12meses, que é ler romances de época que fujam um pouco do cenário Londrino e Inglês. 



Catherine nunca teve uma vida muito fácil, foi abandonada em um convento quando era pequena e por lá viveu até completar a idade adulta, mas lá tinha que trabalhar muito duro para sobreviver. Até que um dia o Jovem rei da Dinamarca invade o convento e a leva como prisioneira.
O rei a transforma em sua amante e em pouco tempo ela já havia se tornado sua favorita, no palácio Catherine tinha de tudo, as melhores roupas e joias, criados para lhe servir tudo o que quisesse. Em troca de tudo isso ela devia servir o rei e satisfazer suas necessidades sexuais.
Catherine não era tola, a vida no castelo era bem melhor que a vida no convento onde era privada de muitas coisas. Tudo que o rei lhe oferecia estava muito bom, ela não se importava em ser acordada no meio da noite porque Frederick necessitava se satisfazer. Aquela era a vida que ela conhecia e já estava acostumada. 

“Catherine pensou na vida das mulheres honradas e de bom nome e se deu conta de que não eram melhores do que a sua. Mulheres não passavam de propriedades. Primeiro, pertenciam ao pai e, depois, ao marido. Quem sabe não vivia melhor do que elas? Ao menos aceitara a vida que o rei lhe oferecera e não fora dada em casamento a um porco anos mais velho para servir de procriadora.”

Até que em uma de suas visões ela conhece um homem misterioso que iria mudar sua vida para sempre, as visões de Catherine nunca mentiam, ela não entendia porque via coisas que ninguém mais via, coisas que ela não queria ver.
Tal como na visão o homem loiro e bonito aparece no castelo, ela sabia que ele seria sua perdição. Esse homem era um nobre importante chamado Peder Oxe, era amigo do rei. Catherine chamou sua atenção logo de cara, era muito bela e todos os homens a desejava, com Peder não poderia ser diferente.
Algo em Catherine fascina o Jovem nobre e ele está determinado em tê-la para si, mesmo que isso signifique se indispor com o rei. No começo, tenho que confessar, odiei Peder Oxe, porque ele assim como o rei só queria usar Catherine e depois descarta-la. Mas com o passar dos capítulos ele começa a enxerga-la de outro modo, e ambos acabam se apaixonando.
Para Catherine Peder representava perigo, pois ameaçava sua estabilidade no castelo, ele a desafiava e a excitava como Frederick jamais foi capaz de fazer. Ao mesmo tempo que sua razão dizia para não ceder à tentação, uma vozinha interior dizia para ela mergulhar de cabeça.
A situação era cada vez mais perigosa, pois Peder e Catherine não conseguiam resistir a tentação, se o rei tomasse conhecimento dos encontros furtivos dos dois, cabeças iriam rolar.

Esse romance é bem hot, muito mais sensual do que o padrão que estamos acostumadas nos romances de época. As cenas hots são tranquilas, mas aviso que podem chocar as leitoras mais românticas. Eu não fiquei chocada com a parte Hot, mas me senti incomodada com algumas coisas principalmente com os encontros sexuais bem descritivos entre ela e o rei e depois entre ela e Peder. Porque em alguns momentos ela está com o rei e em outros ela está com Peder, não consigo levar esse triângulo sexual numa boa kkkk.
Claro que ela encara o sexo com Frederick como algo que é uma obrigação, afinal ela era sua amante. Só começa a questionar sua relação com o rei quando Peder surge na jogada, pois Peder acaba mostrando para ela o que era prazer de verdade, coisa que o rei não se preocupava em mostrar.
O Peder tem todo aquele ar de libertino, encantador, fala mansa, consegue tudo o que quer e a principio vê Catherine apenas como um corpinho bonito, mas à medida que vão se envolvendo ele passa a ver e sentir muito mais que isso, a se importar realmente com ela.
O livro também tem um pequeno mistério, algumas mulheres e garotas estão sumindo misteriosamente e mais misteriosamente ainda Catherine pode ver e falar com essas mulheres aparentemente mortas. Esses espíritos querem encontrar a paz e também impedir que mais mulheres apareçam no “outro lado”. E Catherine, por ser a única paz de se comunicar com elas, acaba tendo que desvendar esse mistério e encontrar o assassino.
O romance não foca muito nesse mistério e por isso a parte mística fica em segundo plano, o que importa mesmo é o relacionamento entre ela e Peder e as consequências que isso vai trazer.
Outra coisa que eu gostei bastante é que os personagens não são 100% bons ou maus, o Frederick tem seus momentos de bonzinho mesmo que sejam poucos kkkk, Peder não é completamente certinho ás vezes ele é um canalha. Já a Catherine não é aquele tipo de mocinha recatada que só sente prazer com um homem só, nem por isso ela é vulgar.
Eu gostei bastante de fazer essa leitura, a escrita da Jéssica Macedo é completamente envolvente, ao longo da trama me vi completamente envolvida, torcendo pelos protagonistas. Ansiando para que tudo desse certo no final, porque quando a história foge um pouco do que estamos habituadas, ficamos incertas de que tudo tenha um final feliz.
A autora, consegue criar um ambiente fantástico para a história se desenvolver e vai prendendo o leitor ao longo da trama, ao ponto da gente não querer largar o livro até terminar. O romance vai além do hot, tem uma história muito boa acontecendo como pano de fundo, os mistérios, as intrigas políticas e também as relações de amor e amizade.
Recomendo a leitura para quem gosta de romance de época com uma pitada de fantasia e uma dose bem (mas bem! kkk) generosa de sensualidade. Aqueles que apreciam tramas politicas, intrigas e traições terão em “A cortesã do rei” um prato cheio das mais deliciosas iguarias.

A edição impressa pela editora Portal está um arraso, um trabalho diferenciado e magnífico, a diagramação do livro está cheia de detalhes enriquecendo ainda mais a obra. Aquele tipo de livro que dá gosto de ter na estante de tão lindo e caprichado que é.

Dê uma chance para essa história e depois me conta o que achou.

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